A chegada no Reino Encantado do Ó representava uma nova vida, uma experiência ímpar em nossas vidas de universitárias cuidadas por mamãe e papai. Agora, não éramos mais simples acadêmicas em comunicação, éramos estagiárias, e como tal, tínhamos um destino: hotel/resort, tínhamos um dever: tirar fotos, tínhamos uma folga! (e também bonés, bottons e protetor solar! a vida é ou não é uma dádiva?!)
Todas dedicadas, e de mochila nas costas, uma vez por semana fazíamos a migração pendular: reino encantado/casa, casa/reino encantado, era o suficiente(?) só era preciso um pequeno contato com a civilização para rever a família, os amigos, ou simplesmente desabar na cama e morrer de cansaço!
Sem regalias nem carinho de mãe, logo nos adaptamos a água fria do chuveiro, a Dona Fandangos e sua mania de limpeza, (tá, não foi tão "logo" assim) as reuniões semanais, aos valores absurdos (repeat) ABSURDOS, do I.P.F.L (Í**s Pequenos Furtos e Lanches) aos turistas que não queriam ser fotografados, aos "solícitos" funcionários da cozinha dos hotéis e suas cantadas cheias de "bossa", as travessuras do levado saci, a cantoria interminável de Fome Zero às 8h da manhã, ao salário indecoroso... mas como já diz um provérbio russo "Anda depressa e alcançarás a desgraça, anda devagar e ela te alcançará", apesar de todo nosso jogo de cintura, simpatia e adaptação ao meio, não demorou muito e fomos lançadas ficadeiro afora.
Sem palavras para expressar nossa indignação, aliás, sem turistas para fotografar, sem o saci para nos afanar, sem Dona Fandangos acabando com nossa paciência diária adquirida, não tínhamos mais nada, ou melhor, tínhamos nossas vidas de volta!
domingo, 22 de março de 2009
terça-feira, 17 de março de 2009
sábado, 14 de março de 2009
O Boss...
O post de hoje é dedicado ao nosso ex chefe e trovador, que atende por Boss.
O Boss era um sujeito pacato, eloqüente e adorava uma história. Bondoso, o ex patrão era sempre sorridente e gentil, e quando nas entrevistas selecionava uma nova (futura ex) estagiária, ele só pensava na melhor opção para o convívio fraternal no lar encantado do Ó.
E assim foi, por uma, duas, três, quatro, (calma gente, essa é a última) quinta entrevista...
O quadro estava completo, o Boss, (galante que só ele) havia conseguido preencher todos os quartos, com simpáticas estagiárias, que deveriam se dar bem e conviver juntas por longos (e cheios de aventuras) 6 meses.
As estagiárias cumpriam suas funções diárias com esmero e dedicação, baseadas nas regras "bossais" vigentes: amar todas as coleguinhas e tirar mil fotos por dia. Mas o destino foi cruel e como já é sabido o final foi trágico. Após dois meses, o boss, que outrora, com toda sua falácia e lirismo atraia as estagiárias prometendo um mundo encantado, surtou e decidiu não ser mais tão legal.
Acometido por um transtorno "tripolar" ele chutou o pau da barraca, digo, a bunda das estagiárias, fechando assim as portas da esperança dos nossos sonhos de experiência mínima exigida. (E não é só isso ligando agora você recebe inteiramente grátis...) Ainda movido pela fúria incontida, devolveu o alojamento encantado, acabando de vez com futuras expectativas de vida praiana, bronzeada e fotográfica de jovens moçoilas selecionadas. (mas esperem ainda não acabou na compra de...) o Boss ainda veria as ex estagiárias...
No dia em que os contratos balançaram de vez, no dia em que tiramos os pezinhos da senzala, ele estava lá, tal qual, um messias da auto-ajuda literária, e nos disse: Boa sorte jovens!
O Boss era um sujeito pacato, eloqüente e adorava uma história. Bondoso, o ex patrão era sempre sorridente e gentil, e quando nas entrevistas selecionava uma nova (futura ex) estagiária, ele só pensava na melhor opção para o convívio fraternal no lar encantado do Ó.
E assim foi, por uma, duas, três, quatro, (calma gente, essa é a última) quinta entrevista...
O quadro estava completo, o Boss, (galante que só ele) havia conseguido preencher todos os quartos, com simpáticas estagiárias, que deveriam se dar bem e conviver juntas por longos (e cheios de aventuras) 6 meses.
As estagiárias cumpriam suas funções diárias com esmero e dedicação, baseadas nas regras "bossais" vigentes: amar todas as coleguinhas e tirar mil fotos por dia. Mas o destino foi cruel e como já é sabido o final foi trágico. Após dois meses, o boss, que outrora, com toda sua falácia e lirismo atraia as estagiárias prometendo um mundo encantado, surtou e decidiu não ser mais tão legal.
Acometido por um transtorno "tripolar" ele chutou o pau da barraca, digo, a bunda das estagiárias, fechando assim as portas da esperança dos nossos sonhos de experiência mínima exigida. (E não é só isso ligando agora você recebe inteiramente grátis...) Ainda movido pela fúria incontida, devolveu o alojamento encantado, acabando de vez com futuras expectativas de vida praiana, bronzeada e fotográfica de jovens moçoilas selecionadas. (mas esperem ainda não acabou na compra de...) o Boss ainda veria as ex estagiárias...
No dia em que os contratos balançaram de vez, no dia em que tiramos os pezinhos da senzala, ele estava lá, tal qual, um messias da auto-ajuda literária, e nos disse: Boa sorte jovens!
quinta-feira, 12 de março de 2009
O passado não nos condena...
No princípio, muito antes do Reino Encantado do Ó ser realmente encantado, haviam trevas de tamanha densidade que faziam até o nosso onipotente Boss esquecer de pagar as contas de luz.
Nessa época remota as noites duravam dias, cinco para ser mais exata. Durante aquelas longas noites a nossa adorável caverna era habitada por seres selvagens: as estagiárias ancestrais. Estas eram de uma alto nível selvático: ou se comiam no tapa, ou se comiam no sentido sexual da palavra.
Elas tinham gritos e urros estridentes de guerra ao acordarem - "Amanheceu... é hora de voar." -, de caçada fotográfica - "Como vou deixar você se eu te amo?" - e esbravejavam verdadeiras lutas por comida - "Porra esse Toddynho é meu!" -.
Os dias que tinham dia eram utilizados para nosso adestramento...ops... treinamento. E só eram realmente claros quando todas as quatro estagiárias civilizadas apareciam(o que era quase um milagre).
Mas quando eu, a sofrida estagiária de número um, comecei a saga de meus doze trabalhos, já iniciava-se uma tentiva de abrandar todo este caos: eram as Leis Sagradas e Implacáveis do nosso oniciente Boss.
A primeira destas leis foi: "Fecharás sempre a caverna ao entrar ou sair.". Esta lei era muito bem recatada e obedecida pela nossa, até hoje selvagem, Australopithecus Dona Fandagos, mas apenas quando era de ser interesse... digo, instinto.
Como já era de se esperar, fui a primeira a sofrer as consequências desta temida lei...
Era uma quentíssima segunda-feira, depois de sete dias incansáveis de caçada fotográfica, sem tempo e nem muito menos folgar para poder pegar ao menos em um papiro e estudar. Depois de muito lamentar pelo meu cansaço físico, me dei conta que era o último dia de entrega de um papiro de Língua Portuguesa I que valia três coroas de louros. Sem nem pensar duas vezes implorei ao nosso onipresente Boss a dádiva do dia de folga para poder terminar meus afazeres junto à civilização e fui surpreendida com uma mensagem clara: "Pode ir jovem!". (Vale salientar que a pedra dos dez mandamentos ainda não havia sido concebida.)
Depois de organizar todas as minhas anotações feitas à pena, preparei-me para ir de encontro com a civilização e seu banco de conhecimento(também conhecido como lan house). Mas quando tento sair da caverna vejo que a primeira lei sagrada se cumprira pela primeira vez e me dou conta que não tinha as ferramentas tecnológicas necessárias para poder abrir as portas do meu ainda não-encantado lar.
Estava eu, presa em uma caverna escura que me impedia de alcançar o conhecimento que já sabia que existia e tanto almejava. (Qualquer semelhança com Platão é mera coincidência.)
Tentei de tudo, até sinal de fumaça para sair dalí, mas de nada adiantou. Só fui atendida ao ouvir as portas da civilização serem fechadas e ver todo o meu conhecimento(e praticamente toda minha chance de passar em Língua Portuguesa I) se esvair.
Neste momento, todo meu lado selvagem e bruto veio à tona, mas fui forçada a ficar calada ao ouvir o urro e as ameaças da nossa obediente Australopithecus Dona Fandango: "Porra! Caralho! Não reclama! São órdens supremas!".
E depois ainda me perguntam porque sofro...
Nessa época remota as noites duravam dias, cinco para ser mais exata. Durante aquelas longas noites a nossa adorável caverna era habitada por seres selvagens: as estagiárias ancestrais. Estas eram de uma alto nível selvático: ou se comiam no tapa, ou se comiam no sentido sexual da palavra.
Elas tinham gritos e urros estridentes de guerra ao acordarem - "Amanheceu... é hora de voar." -, de caçada fotográfica - "Como vou deixar você se eu te amo?" - e esbravejavam verdadeiras lutas por comida - "Porra esse Toddynho é meu!" -.
Os dias que tinham dia eram utilizados para nosso adestramento...ops... treinamento. E só eram realmente claros quando todas as quatro estagiárias civilizadas apareciam(o que era quase um milagre).
Mas quando eu, a sofrida estagiária de número um, comecei a saga de meus doze trabalhos, já iniciava-se uma tentiva de abrandar todo este caos: eram as Leis Sagradas e Implacáveis do nosso oniciente Boss.
A primeira destas leis foi: "Fecharás sempre a caverna ao entrar ou sair.". Esta lei era muito bem recatada e obedecida pela nossa, até hoje selvagem, Australopithecus Dona Fandagos, mas apenas quando era de ser interesse... digo, instinto.
Como já era de se esperar, fui a primeira a sofrer as consequências desta temida lei...
Era uma quentíssima segunda-feira, depois de sete dias incansáveis de caçada fotográfica, sem tempo e nem muito menos folgar para poder pegar ao menos em um papiro e estudar. Depois de muito lamentar pelo meu cansaço físico, me dei conta que era o último dia de entrega de um papiro de Língua Portuguesa I que valia três coroas de louros. Sem nem pensar duas vezes implorei ao nosso onipresente Boss a dádiva do dia de folga para poder terminar meus afazeres junto à civilização e fui surpreendida com uma mensagem clara: "Pode ir jovem!". (Vale salientar que a pedra dos dez mandamentos ainda não havia sido concebida.)
Depois de organizar todas as minhas anotações feitas à pena, preparei-me para ir de encontro com a civilização e seu banco de conhecimento(também conhecido como lan house). Mas quando tento sair da caverna vejo que a primeira lei sagrada se cumprira pela primeira vez e me dou conta que não tinha as ferramentas tecnológicas necessárias para poder abrir as portas do meu ainda não-encantado lar.
Estava eu, presa em uma caverna escura que me impedia de alcançar o conhecimento que já sabia que existia e tanto almejava. (Qualquer semelhança com Platão é mera coincidência.)
Tentei de tudo, até sinal de fumaça para sair dalí, mas de nada adiantou. Só fui atendida ao ouvir as portas da civilização serem fechadas e ver todo o meu conhecimento(e praticamente toda minha chance de passar em Língua Portuguesa I) se esvair.
Neste momento, todo meu lado selvagem e bruto veio à tona, mas fui forçada a ficar calada ao ouvir o urro e as ameaças da nossa obediente Australopithecus Dona Fandango: "Porra! Caralho! Não reclama! São órdens supremas!".
E depois ainda me perguntam porque sofro...
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terça-feira, 10 de março de 2009
Per Amore...

Olá coleguinhas! Estou muito emotiva hoje, e por este motivo quero postar aqui para dor de cotovelo geral, uma história de amor, sim, uma história encantada carregada de ternura e sentimento, vamos a ela? Vamos!
A amiguinha de número 5 chegou em casa após mais um dia de trabalho, cansada que estava, seguiu com o seu ritual diário: tomou seu banho gelado noturno, (claro que o banho era gelado, o que vocês pensam? para ser estagiária não basta seguir os 7 mandamentos, é preciso ter raça!) em seguida dirigiu-se a cozinha, onde era sagrado jogar conversa mole e lamentar, digo, agradecer junto as outras coleguinhas pelo dia maravilhoso de trabalho num sol escaldante que carbonizava nossas peles morenas! feito isso a coleguinha ímpar e viciada em fio dental, recolheu-se aos seus (aos nossos) aposentos, e deitou junto com sua mala no seu confortável colchão de densidade - 50 , mas ela não reclamava, afinal, nunca dormira tão bem em toda sua vida. A 5 enfim, dormiria e sonh... (grrrrrrr uhhhhhhh aaaaaaaaaah!) como eu dizia, a nossa coleguinha enfim dormiria e desca... (Grrrrrrrrrrrr uhhhhhhh aaaaaah!) Estagiária que é estagiária sofre! Coleguinha de número 5 não conseguia dormir, alguma coisa estava emitindo ruídos... a coitada, digo, a felizarda amiguinha, rolava de uma lado para o outro, mas os gemidos, grunhidos, relinchos, ou o que quer que fossem aqueles barulhos continuaram...
Astuta e curiosa, 5 aguçou os ouvidos e finalmente compreendeu: alguém estava chorando, mas quem?! Dona Fandangos, identificou a serelepe futura ex estagiária!
Mas de onde vinha esse choro? Dona Fandangos estava inconsolável, aos prantos no sofá da Hebe, digo, na cama com Madonna, ops, no banheiro!!!(hahaha lamentável, eu como desempregada posso me permitir esta risadinha cretina) ouvindo músicas que não só dariam dor, como fariam cair qualquer cotovelo decente, Dona Fandangos debulhava-se em lágrimas, sofria como jamais sofreu por nenhuma de nós dedicadas e pontuais estagiárias!
A gerência se lamentava, gritava, esperniava e sofria... (Zizi Possi mode ON) Peeeeeeeeeeeeeeer amooooooreeeeeeeeeee hai mai corso senza fiato, peeeeeer amoreeeeee perso e ricomiciato... (Zizi Possi mode OFF)
Nossa coleguinha infelizmente não conseguiu dormir, mas aprendeu uma grande lição: Os brutos também amam!
sábado, 7 de março de 2009
Eu tenho medo...
sexta-feira, 6 de março de 2009
Surge uma lenda...
Como já foi dito de maneira magistral por minha coleguinha que atende pelo número cinco, no decorrer de nossa empreitada, surgiriam "causos" e personagens (absurdos) que fizeram parte de nossas marotas vidas.
Começarei agora contando um pouco sobre um negrinho de uma perna só e cachimbo que nos brindou com o ar de sua graça, durante toda nossa estadia. Senhoras e senhores, luzes no picadeiro...
Não se sabe exatamente ao certo como aconteceu, de onde surgiu e nem por que. O que se sabe é que existiu/existe, um ser um tanto perturbado e com instinto de larápio, mas não um daqueles que vemos nos filmes de grandes assaltos a banco, não. Este pratica pequenos furtos, desprovidos de qualquer glamour e claro de vergonha na cara.
A vítima da vez foi nossa coleguinha de número 8. Vamos aos fatos? Vamos!
Numa ensolarada meia noite chuvosa no Reino Encantado do Ó, nossa serelepe estagiária sentiu uma pontada em seu estômago, era fome! (sempre admiramos a sagacidade da nossa amiguinha!) decidida e faminta, ela resolve comprar não duas, nem três salsichas, era pouco, era preciso ter ambição, era preciso saciar a fome, era preciso meio quilo! Munida de sua bolsa-auxílio-esmola (sim todas nós recebíamos uma mixaria, mas éramos felizes) a 8 rumou ao estabelecimento comercial mais próximo e comprou meio quilo de saborosas salsichas, que em breve aplacariam toda a fome do mundo e nos evitaria morrer de inanição.
Saltitante e deveras contente, número 8 guardou suas salsichas no congelador e saiu pelo mundo a sassaricar como era de costume, na volta ela comeria, enfim, suas salsichas, ledo engano... (Leda Nagle/Sem Censura!) Ela não sabia, mas em instantes tudo que ela sempre sonhou iria sumir como num passe de mágica! Sumiram as salsichas!
E foi com muito pesar e ainda sob forte emoção que a 8 anunciava ao mundo enquanto caia em desgraça: Sumiram as salsichas! (óóóóóóóóóóó)
Sumiram as salsichas!!! Sumiram as salsichas!!! Onde está Wally, digo, onde estão as salsichas?!
A comoção foi geral, confesso, lágrimas quase brotaram de meus olhos (que nada vêem) de estagiária.
A casa ficou em polvorosa, tomadas por grande revolta, envoltas em uma aura de rebeldia e indignação avassaladoras, resolvemos investigar, quem, ó céus, estaria com tanta fome para em um curto espaço de tempo devorar meio quilo de salsicha importada do Reino Encantado do Ó...
Quem foi? Quem é esse ser? Em vão perguntamos para as gerências, a nós mesmas e quando já desesperançosas, surge uma luz, uma resposta aos nossos clamores: Foi o Saci.
E quem diabos é esse saci?! Ninguém sabe, ninguém viu, mas não é que a carapuça, digo a desculpa serviu?
Começarei agora contando um pouco sobre um negrinho de uma perna só e cachimbo que nos brindou com o ar de sua graça, durante toda nossa estadia. Senhoras e senhores, luzes no picadeiro...
Não se sabe exatamente ao certo como aconteceu, de onde surgiu e nem por que. O que se sabe é que existiu/existe, um ser um tanto perturbado e com instinto de larápio, mas não um daqueles que vemos nos filmes de grandes assaltos a banco, não. Este pratica pequenos furtos, desprovidos de qualquer glamour e claro de vergonha na cara.
A vítima da vez foi nossa coleguinha de número 8. Vamos aos fatos? Vamos!
Numa ensolarada meia noite chuvosa no Reino Encantado do Ó, nossa serelepe estagiária sentiu uma pontada em seu estômago, era fome! (sempre admiramos a sagacidade da nossa amiguinha!) decidida e faminta, ela resolve comprar não duas, nem três salsichas, era pouco, era preciso ter ambição, era preciso saciar a fome, era preciso meio quilo! Munida de sua bolsa-auxílio-esmola (sim todas nós recebíamos uma mixaria, mas éramos felizes) a 8 rumou ao estabelecimento comercial mais próximo e comprou meio quilo de saborosas salsichas, que em breve aplacariam toda a fome do mundo e nos evitaria morrer de inanição.
Saltitante e deveras contente, número 8 guardou suas salsichas no congelador e saiu pelo mundo a sassaricar como era de costume, na volta ela comeria, enfim, suas salsichas, ledo engano... (Leda Nagle/Sem Censura!) Ela não sabia, mas em instantes tudo que ela sempre sonhou iria sumir como num passe de mágica! Sumiram as salsichas!
E foi com muito pesar e ainda sob forte emoção que a 8 anunciava ao mundo enquanto caia em desgraça: Sumiram as salsichas! (óóóóóóóóóóó)
Sumiram as salsichas!!! Sumiram as salsichas!!! Onde está Wally, digo, onde estão as salsichas?!
A comoção foi geral, confesso, lágrimas quase brotaram de meus olhos (que nada vêem) de estagiária.
A casa ficou em polvorosa, tomadas por grande revolta, envoltas em uma aura de rebeldia e indignação avassaladoras, resolvemos investigar, quem, ó céus, estaria com tanta fome para em um curto espaço de tempo devorar meio quilo de salsicha importada do Reino Encantado do Ó...
Quem foi? Quem é esse ser? Em vão perguntamos para as gerências, a nós mesmas e quando já desesperançosas, surge uma luz, uma resposta aos nossos clamores: Foi o Saci.
E quem diabos é esse saci?! Ninguém sabe, ninguém viu, mas não é que a carapuça, digo a desculpa serviu?
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