A chegada no Reino Encantado do Ó representava uma nova vida, uma experiência ímpar em nossas vidas de universitárias cuidadas por mamãe e papai. Agora, não éramos mais simples acadêmicas em comunicação, éramos estagiárias, e como tal, tínhamos um destino: hotel/resort, tínhamos um dever: tirar fotos, tínhamos uma folga! (e também bonés, bottons e protetor solar! a vida é ou não é uma dádiva?!)
Todas dedicadas, e de mochila nas costas, uma vez por semana fazíamos a migração pendular: reino encantado/casa, casa/reino encantado, era o suficiente(?) só era preciso um pequeno contato com a civilização para rever a família, os amigos, ou simplesmente desabar na cama e morrer de cansaço!
Sem regalias nem carinho de mãe, logo nos adaptamos a água fria do chuveiro, a Dona Fandangos e sua mania de limpeza, (tá, não foi tão "logo" assim) as reuniões semanais, aos valores absurdos (repeat) ABSURDOS, do I.P.F.L (Í**s Pequenos Furtos e Lanches) aos turistas que não queriam ser fotografados, aos "solícitos" funcionários da cozinha dos hotéis e suas cantadas cheias de "bossa", as travessuras do levado saci, a cantoria interminável de Fome Zero às 8h da manhã, ao salário indecoroso... mas como já diz um provérbio russo "Anda depressa e alcançarás a desgraça, anda devagar e ela te alcançará", apesar de todo nosso jogo de cintura, simpatia e adaptação ao meio, não demorou muito e fomos lançadas ficadeiro afora.
Sem palavras para expressar nossa indignação, aliás, sem turistas para fotografar, sem o saci para nos afanar, sem Dona Fandangos acabando com nossa paciência diária adquirida, não tínhamos mais nada, ou melhor, tínhamos nossas vidas de volta!
domingo, 22 de março de 2009
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